Alunos do 9.ºG dão voz à programação no Festival IndieJúnior Porto
- esdjgfa

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No passado dia 26 de janeiro, a tarde abriu-se ao cinema e à palavra no Batalha Centro de Cinema, onde os alunos do 9.ºG e do 9.ºE da Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves participaram na sessão do Festival de Cinema Infantojuvenil IndieJúnior Porto, dedicada ao 3.º ciclo.

A sala encheu-se de presenças e de sentidos: 52 alunos, 29 encarregados de educação, 4 professores e outros elementos da comunidade educativa partilharam um momento de encontro raro, onde escola, família e cultura se sentaram lado a lado, diante do ecrã.
Esta sessão foi o culminar do projeto de Cidadania e Desenvolvimento do 9.ºG, intitulado “Eu Programo um Festival de Cinema”, integrado no Plano Cultural de Escola da ESDJGFA – EU-EM-REDE: comigo-contigo-com o mundo. Ao longo de várias semanas, os alunos assumiram o papel de programadores, mergulhando no visionamento, na análise crítica, no debate e na votação de um conjunto de curtas-metragens, até construírem uma programação pensada, sentida e partilhável.
No palco, foram eles os protagonistas. Com voz própria, apresentaram os filmes selecionados, explicaram as suas escolhas e abriram caminhos de leitura para o público, cruzando cinema e vida, arte e mundo. As obras exibidas dialogaram com as dimensões da Cidadania e Desenvolvimento — Direitos Humanos, Democracia e Instituições Políticas, Saúde, Desenvolvimento Sustentável — e afirmaram a urgência de uma cidadania ativa, crítica e participativa.Também o próprio processo de programação se revelou um exercício profundamente democrático, feito de escuta, argumentação, negociação e decisão coletiva.
Após a projeção, o cinema prolongou-se na conversa. Num momento especialmente marcante, os alunos, acompanhados pelos seus pais, encarregados de educação e professores, dialogaram com Marcelo Pereira, realizador de A Emancipação de Mimi, e com Marta Reis Andrade, que apresentou Cão Sozinho e partilhou o seu percurso e experiência enquanto animadora. Entre perguntas, respostas e gestos de proximidade, o cinema tornou-se ainda mais humano.

Este contacto direto com os criadores aprofundou a compreensão dos processos artísticos e reforçou o valor do diálogo entre quem cria e quem vê, alimentando o pensamento crítico, a curiosidade e a sensibilidade estética dos alunos.
A escola deixa um agradecimento muito especial a Joana Félix, do Plano Nacional das Artes, por ter indicado a nossa escola para integrar este desafio; a Irina Raimundo, do Serviço Educativo do IndieJúnior, pela oportunidade, acompanhamento e envolvimento contínuo; e a Jéssica Pestana, também do IndieJúnior Porto, pelo apoio constante e pela abertura a novas oportunidades de utilização gratuita da plataforma NEXTUS para os professores da nossa escola.

A participação nesta sessão do IndieJúnior Porto foi mais do que uma ida ao cinema. Foi um gesto coletivo de criação, reflexão e participação democrática, que reforça a escola como lugar vivo de cultura.
Obrigado a tod@s os que nos ajudam a transformar a escola — com tempo, escuta, arte, cidadania ativa e mundo.
Luís Ribeiro
Coordenador do PCE










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