🎭 Quando a arte inquieta: 9.º C no TeCA
- esdjgfa

- há 11 horas
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Impulsionados pelo desejo de estar presentes e de viver a literatura para além da sala de aula, 18 alunos do 9.º C partiram rumo ao Teatro Carlos Alberto com entusiasmo, dedicação e genuína vontade de participar. Acompanhados pelas professoras Isabel Ferreira, Edite Carvalho e Olívia Soares, mergulharam na leitura e dramatização de Os Lusíadas, numa sessão dinamizada pela atriz Joana Sarabando, do Serviço Educativo do Teatro Nacional São João.

Não se tratou apenas de ler versos antigos, mas de lhes dar corpo, respiração e intenção. No palco, cada palavra ecoou como descoberta; cada gesto foi construção; cada silêncio, escuta. A turma participou com energia e compromisso, revelando interesse, responsabilidade e respeito pelo outro, demonstrando clara vontade de aprender através da experiência artística.
Esta atividade integra-se no Plano Cultural de Escola – EU-EM-REDE: comigo, contigo e com o mundo, em articulação com o Plano Nacional das Artes, e concretiza um Domínio de Autonomia Curricular (DAC) desenvolvido com o grupo disciplinar de Português, envolvendo também Francês, Educação Física e Cidadania e Desenvolvimento, entre outras áreas. Através do cruzamento entre literatura, teatro e múltiplas linguagens artísticas, os alunos experimentaram novas formas de leitura, interpretação e expressão num contexto cultural real.

Inspirada nos princípios do Plano Nacional das Artes, esta experiência reafirma que a cultura amplia a nossa experiência humana e pode reconfigurar a educação. As artes não são um mundo à parte, mas parte integrante da vida. Promovem a ludicidade, a liberdade e a criatividade; ensinam a apreciar a gratuidade e a beleza; criam espaço para a contemplação e para o jogo. Educar não é apenas transmitir conhecimento — é acender uma chama.
Num tempo em que a especialização excessiva pode limitar horizontes, a prática artística revela-se indisciplinar e transdisciplinar, capaz de inquietar, questionar e desarrumar certezas. Através da escuta ativa, da concentração e da atenção exigidas pela dramatização, os alunos desenvolveram competências emocionais, sociais e críticas fundamentais para a sua formação integral.

A atividade contribui para a concretização da Estratégia de Educação para a Cidadania e para os objetivos do Plano de Ação Estratégica da escola, nos domínios da Leitura e Escrita, da Inclusão e Bem-Estar e do Desenvolvimento das Artes e da Criatividade, alinhando-se com o Projeto Educativo ao promover a democratização cultural e a participação ativa na vida da comunidade.
Ao dar voz à epopeia camoniana, o 9.º C demonstrou que a arte continua a ser espaço de liberdade, encontro e transformação — onde aprender é também sentir, imaginar e criar em conjunto.
Obrigada.
Comissão Permanente do PCE


















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